Material de apoio · @vilmario.ia
O primeiro processo que eu deleguei inteiro
Este perfil publica um post por dia. Eu não escrevo, não escolho a foto, não monto a arte e não agendo. Eu digo o resultado que quero e aprovo o que chega. Aqui estão as oito etapas, onde ficam os portões e o que continua sendo decisão minha.
As oito etapas
- Pré-flight. Antes de começar, um script confere o que existe e o que falta: arquivos, ferramentas, acervo de fotos. Faltou algo essencial, para e avisa.
- Radar. Puxa o que os cinco concorrentes publicaram em 14 dias, em duas frentes (feed e reels), e ranqueia normalizado pela base de cada perfil. Número absoluto premia sempre a conta maior.
- Histórico próprio. O tema vem do radar. O CTA vem daqui, porque mecânica de conversão não transfere entre tamanhos de conta.
- Pauta. Uma só, com o raciocínio à mostra: qual post foi modelado, qual a fonte, por que passa no filtro de público.
- Produção. A peça nasce de um modelo com dez blocos narrativos. O cabeçalho precisa fechar antes de escrever o primeiro slide.
- Verificação. Um gate mede estouro do quadro, tamanho de fonte em pontos no iPhone, limite de caracteres da legenda e padrões proibidos. Reprova e para.
- Entrega. Se a peça pede para comentar uma palavra, a palavra tem que existir na automação antes de o post ir ao ar.
- Medição. Toda segunda, comentários e seguidores ganhos por tipo de CTA.
Onde ficam os portões
- Nada é publicado, agendado ou enviado sem autorização explícita, por peça.
- Ação que causa efeito passa por conferência, mesmo quando fui eu que pedi.
- Autorização vale por tarefa. Terminou, acabou.
- A conferência olha o que foi entregue, não o que foi respondido.
O que continua sendo meu
O critério. Escrito uma vez, aplicado toda vez. Quem decide o que a marca pode afirmar, o que não pode, e o que vale a pena dizer continua sendo eu. O que saiu das minhas mãos foi a execução, não o julgamento.
O limite honesto
Isto não elimina erro. Já falhou aqui: uma entrega parou em silêncio e eu só descobri porque fui olhar. O que o processo faz é encurtar o tempo entre falhar e descobrir, e diminuir o tamanho do estrago quando acontece.